Dia dos Namorados: que tal um presente mais “presente”?

E se no Dia dos Namorados celebrássemos não uma configuração social específica entre duas (ou mais) pessoas, mas sim o Amor?

E se fossemos além do piloto automático do “preciso-comprar-alguma-coisa-para-não-ficar-feio” e do “estou-solteiro-que-droga-de-vida” e pudéssemos refletir o valor do Amor nas nossas relações?

E se estar solteiro não fosse, socialmente falando, algo “intrinsicamente errado”, como uma fase pré-casamento? E se estar namorando ou casado não fosse algo “intrinsicamente correto” que não deve ser questionado (ou encerrado)? (Aliás esse tema vale um post inteirinho para ele! Anotando no caderninho aqui..)

Mas, voltando… E se independentemente do seu estado civil você ousasse se propor um dia dedicado, de corpo, mente, alma e, por que não, espírito, à celebração e à reflexão do Amor?

Ok, ok, dia 12 de junho é uma data que foi criada e “imposta” pelo João Doria (pai) para alavancar as vendas em um mês historicamente fraco para o comércio. De qualquer forma, ela já entrou no calendário e nas expectativas da nossa cultura (malditos comerciais! rsrs).

Quero, portanto, fazer um convite à reflexão: presenteie, celebre, comemore o Amor! Não só seu/sua parceiro(a)! Deixa isso para o aniversário dele(a)! 😀

Se estiver a dois, não dê um presente pensando só no parceiro. Pense em algo que celebre o amor que habita na relação que os une e, espero, os enriquece. Uma coisa é dar algo de presente para o meu namorado…Outra coisa é eu pensar em algo (um presente? uma experiência? uma carta?) que simbolize o sentimento e a relação que nos une! Se estiver a um (leia-se: solteiro), pense em algo que simbolize ou o amor que você vivencia hoje (que não esteja relacionado a uma pessoa em específico) ou ao amor que você quer vivenciar.

Pode ser um pouco mais complicado mas, ao mesmo tempo, pode ser algo mais rico, e algo que realmente resgate o propósito de estarem juntos.

Para isso, vamos àquelas perguntas que não são feitas para serem respondidas de imediato, e sim “meditadas”. Algumas servem especificamente para quem está em um compromisso, outras incluem quem está solteiro:

  • Qual o papel dessa relação na minha vida? Como o amor se apresenta? Como demonstro amor? Como me sinto amada(o)? Como me sinto, em geral?
  • Como trato minha libido e minha sexualidade? Como trato a libido e a sexualidade do outro? O sexo conversa, está conectado com a minha libido?
  • Como me sentia no início da relação? Como me sinto agora? Algo merece ser resgatado? O que deve ser mantido? Como nutrir o amor, respeito, cumplicidade e tesão na relação?
  • O que essa pessoa representa para mim atualmente? Que sentimentos, pensamentos, atitudes e inspirações a relação evoca? O que gostaria de expressar para ela, como fazer com que essa pessoa se sinta realmente amada?

Sinta, reflita, medite essas questões. Deixe que imagens, sorrisos e alguns incômodos surjam. Tá tudo certo!

Ok Nina. Bonito isso! Mas me ajuda! De forma prática, como traduzo em um presente que simbolize tudo isso aí e ao mesmo tempo ele/ela goste?!?!?

Tem um caminho bem prático que, somado às reflexões acima, pode gerar resultados interessantes.

Você conhece a Linguagem do Amor do seu parceiro? Você conhece a sua própria linguagem? Compreender como seu parceiro entende e sente o Amor pode ser uma ferramenta bem útil na hora de pensar em formas mais significativas de comemorar esse dia! Para quem não tem ideia do que eu estou falando, dá uma olhada nesse vídeo explicativo aqui ó:

Bora fazer um brainstorm compartilhado? Que tipo de presente/experiência você acredita que simboliza sua relação? Sua solteirice?  Por quê? Escreva aqui nos comentários, quem sabe você pode trazer luz para outros loucamente sãos nessa jornada de autoconhecimento?

 

Nina Taboada

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1 Comentário

  1. luciano carvalho

    Sabe Nina…

    Gostei muito mesmo deste texto.

    Nos faz refletir como usamos (ou deixamos de usar) a palavra “amor”. Ela se tornou uma palavra “cansada” como “gratidão”.

    Celebramos pouco o dia-a-dia e esperamos momentos como “Dia dos Namorados”, “ Natal”, “ Dia das Mães” para comemorar e dizer eu amamos.

    Parabéns pela provocação de reflexão e autoconhecimento.

    Um abraço

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