Escreva, Nina, escreva (ou como vencer o medo da autocrítica e do perfeccionismo)

– Escreva, Nina, escreva!

– Não posso! Eu, eu não consigo. Eu não tenho ideias, e aaaahh… estou travada!

– Bobagem. Você tem ideias a cada minuto. Você lê uma única pagina de um livro e pensa em três cursos, dois vídeos e tem um insight que se encaixa em um momento que você está vivendo.

– Mas não consigo expressar tudo isso em palavras… elas somem, se esvaem em autocríticas e na crença sempre presente de que não tenho conhecimento profundo o suficiente para que as impressões virem texto.

– De novo that bulshit essa história de “não suficiente“?!?

– É sempre essa história. Sem talento suficiente, conhecimento suficiente. O julgamento prévio de que é raso, de que no fundo sou uma fraude e de que não tenho nada a oferecer.

– Nina, para quê você escreve?

– Para organizar meus afetos, meus sentimentos envolvidos nas ideias e conceitos. Para compartilhar insights, algum conhecimento ou técnica que possa ajudar alguém. Para receber algum feedback e ter espaço de troca, de visibilidade, e de humanidade.

– Sendo esses seus objetivos, o que então seria um texto raso?

– Putz… hmmm… Não tinha pensando por esse caminho. É, não tem nada a ver com peso ou profundidade acadêmica. Inclusive um texto acadêmico demais se tornaria raso para esses fins. Eita!

– Então…?

– Então fiquei sem argumentos agora. Só com um medo esquisito.

– Você sabe o que é esse medo, né?

– Ahhh (suspiro) Sei.

– Hmmm e?

– E vai com medo mesmo repetindo o mantra do foda-se…

Fim da sessão.

Bem-vindo a minha mente e aos meus diálogos internos. Pegue um café e sinta-se a vontade. E sim, eu aplico em mim mesma o que há de melhor em Terapia Cognitiva e em Terapia Comportamental Dialética, temperados com Jung e Maslow quando possível. Com licença, preciso deixá-lo agora para estruturar cerca de 12 textos que habitam em minha mente e o medo cisma em esconder. Até breve!

Nina Taboada

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