Matemática das relações

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Como sabe, sou de humanas, escolhi Psicologia, mas quem tem Taboada no nome não pode ficar muito longe da Matemática, certo?

Criei uma lógica chamada “Matemática das Relações”, em que eu classifico três tipos de relações que muitas vezes nós vivemos. Como estamos em momento de celebração de Dia dos Namorados, resolvi compartilhar esse pensamento com vocês.

½ + ½ = 1

O primeiro tipo de relação é o típico dos casais da novela das seis, ou das músicas cantadas pelo Fábio Jr. Sabe as metades da laranja, alma gêmea e assim por diante?

Na matemática, seria o ½ + ½ = 1. É quando um ser humano que se considera incompleto encontra outro ser humano que se sente incompleto e, juntos, eles se completam, formando um só, um inteiro. Lindo, né? Só que não.

Eu chamo esse tipo de relação de cilada.

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Na maior parte das vezes ele gera relações de dependência, de ciúmes, de posse, e não contribui para um processo de autoconhecimento e autoaprimoramento. Há a crença de que toda a felicidade e a responsabilidade de se tornar um ser humano melhor está no outro.

1 + 1 = 2

Na contramão do exemplo acima vem este segundo tipo de relação, que seria o mais lógico, racional e “certinho”.

O 1 + 1 = 2 seria o relacionamento roommate, tipo “colegas de quarto”.

Mas o que isso significa?

O casal divide espaço, convive, mas a vida deles não se transforma, não há síntese. Pode haver harmonia, momentos agradáveis, divertidos, mas cada um tem seu espaço muito bem delimitado e ninguém “entra” no espaço do outro.

Dificilmente haverá, por exemplo, mudança de opinião e, consequentemente, não há um crescimento/transformação pessoal por meio do relacionamento.

1+ 1 = 3

Finalmente, o relacionamento “ideal”. Puxando sardinha para meu lado, é onde a matemática fica Loucamente Sã, rsrs…

Não gosto de usar este termo (“ideal”), mas me faltou outro melhor. O 1 + 1 = 3 é quando as individualidades de cada um são respeitadas e é “criado” um terceiro componente na relação, que seria então a vida do casal.

Cada um tem seus momentos, suas necessidades de estar sozinho, em silêncio, com os amigos ou em alguma atividade que seja prazerosa, e essas individualidades se somam à terceira, com a convivência, a vida a dois.

Depois dessas explicações eu gosto sempre de fazer o questionamento: até onde o relacionamento te transforma? Ou não transforma?

Nina Taboada

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