Quando a Psicologia é vocação

A Psicologia enquanto vocação, mais que profissão, é a arte da provocação. Não se basta apenas em compreensões filosóficas e científicas rebuscadas, pois esse ofício pede também movimento, analisa feridas, vivencia dores e saúda virtudes. Mergulha na sombra do mundo sem se preocupar em levar lanterna, pois o próprio mergulho traz luz.

Psicologia, enquanto vocação, mais que profissão, é arte do espelho. Através das (re)flexões com o Outro pode (re)fletir as dialéticas que perpassam e fazem vida.

O ofício-arte da Psicologia exige coragem, dedicação, sustentação e fé.

Haja coragem para ir além de si mesmo, driblando o próprio narcisismo na busca de entender e sentir a alma humana!

Haja dedicação nos estudos e no comprometimento com o Outro!

Haja formas (e estômago) para sustentar o sofrimento, acolhendo e possibilitando um espaço de escuta ativa, seja através do silêncio, seja através de direcionamentos pontuais.

E haja fé! Fé na condição de superação humana, fé no desenvolvimento possível do Homem para além das limitações e das contradições de um sistema doente.

Formar-se Psicólogo é uma postura diante da vida, do Outro e, principalmente, diante de si mesmo. Um diploma não te faz um estudioso da psiquê. Essa é uma decisão de formação de alma, mais do que de mentes.

Um brinde a todos que ousam e abraçam o ofício da Psicologia-arte. Que possamos nos manter vivos entoando sábias perguntas, evitando toda e qualquer resposta que simplifique e torne “certa” a condição de vir-a-ser humano.

É nóix!

Nina Taboada

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